quinta-feira, 10 de junho de 2010

Desejo Dizer Novamente

Foste alguém que me ensinou a crescer
Escondeste de mim teus defeitos
Libertando qualidades inigualáveis
Irreversíveis, necessárias e incompreensíveis
Zelando sempre pelo nosso bem estar

Disseste que também buscavas alguém
Inevitavelmente alguém especial
Agora parece nao mais procurar

Duvidamos no princípio que daria certo
Ocasionalmente, encontramos obstáculos
Superamos alguns; outros nos entristeceram

Na necesidade de vencer nos demos as mãos
Agarrados ao mesmo objetivo prosseguimos
Mesmo sem desejar, circunstancialmente nos machucamos
Observamos ações, discutimos ideias e choramos juntos
Rimos juntos, até mesmo pensamos em nos separar, mas
Até agora não compreendemos, refletimos e refletimos
Desistir não é nossa meta
Ontem gostei de você, hoje te admiro, amanhã ainda quero você comigo, nem que
Seja pelo menos pra te dizer...

(Leia as inicias- verticalmente- dos versos)
Texto: câmeras...

Se o essencial é invisível aos olhos, o que poderá “ver” um olho mecânico, que tudo registra, fotografa, mas não pensa. (raciocina)? Como instrumento colaborador para a segurança, as câmeras espalhadas em pontos estratégicos são situacionalmente insatisfatórias no sentido amplo da necessidade de ajudar a população.
Um registro de imprudência no trânsito, o semblante de um maléfico assaltante, ou até mesmo uma simples identificação de quem entra ou sai de um condomínio são poucos dos muitos benefícios alcançados pelos que fazem uso das câmeras de segurança, porém as mesmas restringem circunstancialmente a privacidade de inúmeros cidadãos, condicionando-os a viverem regrados a não usufruírem o direito de ir e vir da maneira como precisam e desejam.
Mesmo assim, é sabido que esse instrumento é necessário porém não acessível a toda população; fazendo com que muitos precisem enxergar e registrar fatos horrendos com a câmera da verdade vivenciados cotidianamente, a qual tudo vê, mas pouco pode fazer num país onde a justiça e as falhas imperam e a segurança pública é acompanhada do prefixo IN- transformando nossa existência num verdadeiro caos de INSEGURANÇA