CHUVA DE BALA NO PAÍS DE MOSSORO – 2011
FRANCISCO ERISMAR DA CUNHA
TEXTO DE RELATO PESSOAL
CORDEL DE VERSOS E RIMAS LIVRES
“O ruim é que todo começo tem fim. O bom é fazer valer, viver. O melhor é estar aqui com você.”
Essa máxima era repetida todas as noites antes de entrar em cena.
Lembro-me de tudo. Em todos os detalhes, mas nessas poucas linhas quero deixar registradas algumas passagens importantes que ocorreram comigo no maior espetáculo da cidade “Chuva de Bala no País de Mossoró – 2011.
Lembro bem quando estava numa lanchonete e minha amiga-irmã (Schumara) liga me perguntando se poderia passar meu número para o maravilhoso e talentoso diretor de teatro João Marcelino e eu logo respondi que sim. Ele gentilmente disse que gostaria de falar comigo e eu fui correndo vê-lo . Ao me encontrar com ele o papo foi rápido e bem objetivo, perguntou se eu teria interesse e disponibilidade para participar do chuva de bala. Ora, eu que sempre fui fã, jamais diria que não (risos).
Foi ai então que começou tudo, sempre irei agradecer ao Diocecena que me oportunizou mostrar um pouco do meu talento. Mas foi numa manhã qualquer ao chegar do trabalho recebi o big fone – o comunicado oficial que eu estaria no chuva de bala. Nossa! Quase pirei na hora. E aguardei ansiosamente o dia do primeiro ensaio.
Ao chegar lá não me senti um peixe fora da água, muito pelo contrário, fiquei conhecendo muita gente bacana e logo fiz parte da turma, e veio então a grande revelação, que papel eu iria representar.
Quando João falou que eu iria contra-cenar com duas feras ( Leonardo Wagner e Romero Oliveira) seríamos os 3 Antonios – Tonho Totonho e Toinho- ali meu mundo virou um grande palco de idéias e de um pouco de medo também, era responsabilidade demais, mas sempre tive a idéia que eu iria conseguir. No começo fiquei meio triste, preocupado sei lá, as coisas não estavam dando certo, as cenas não fluíam e eu ficava angustiado , também não conhecia o palco do chuva, como seria gravar vozes , marcar palco, ver figurino... E muito mais.,
Mas com uma equipe fantástica de aderecistas , costureiras, figurinista, em especial a Marcos Leonardo e Arilda que para mim eram representação completa de que eu iria dar um show- produção em geral, todos que de uma forma ou de outra participaram de meu sonho virar realidade.
Tenho muita coisa pra dizer, muito o que lembrar mas quero ser breve nas palavras escritas pois as que saem de minha boca agora no momento que escrevo, são muito rápidas e meus dedos não acompanham tal raciocínio.
E também não quero ser injusto em falar de algumas pessoas e outras não, portanto quero com um humilde texto deixar meu grande afeto a todos que de uma forma impar me fizeram brilhar no palco. E como era eu- Totonho -vendedor mambembe de cordel, deixo nesse pequeno cordel uma homenagem a cada um que por ironia do destino ou por obra divina dividiram comigo de um jeito ou de outro esse marco em minha existência .
Ah, e dessa vez não esquecerei de ninguém, tenha certeza. ( folder)
Nada poderia ter começo
Se não fosse um homem inteligente
Que com suas sábias palavras
Contou nossa historia veemente
Numa espécie de magia
E hoje se faz contente
O nome dele é Tarcisio Gurgel
Autor do texto irreverente
Que conta historia de como
Lampião correu da gente
O conheci e não peço segredo
É um ser humano valente
Com seus belos cabelos brancos
Um semblante sorridente
Me agradeceu, e isso me orgulha
De ter participado somente
Da sua bela historia contada
Pro ouvido de muita gente
Hoje digo sem cerimônia
Pois conversei com ele de modo pessoalmente.
Sempre uma grandiosa orquestra
Para ser bem afinada
Precisa de um grande maestro
Que pra quem não sabe de nada, ele não faz nada
Balança batuta e só se meche
É sempre de boca fechada
Mas os músicos só brilham no palco
Se ele estiver na entrada
Na entrada da magia, do imaginário
Do teatro do castelo ao da calçada.
Nosso grande maestro Vos digo
Tem nome forte em desatino
Não nas letras ou significado
Mas tem brilho de menino
Porem ele é adulto no inimaginável
E tem semblante repentino
Com 4 letras digo João
O grande João Marcelino
A quem agradeço o convite
Por ter sido um de seus pequeninos.
Também não posso esquecer
Daquele que os ouvidos aliviou
Do povo com boa musica
E com as trilhas sonoras nos encantou
Seu nome Danilo Guanais
Pra festa mudar logo de cor
De trilhas por sempre estar bem nas trilhas
Mossoró se emocionou
Pois a chuva não era de balas
Eram de sons de flautas de amor
Agradeço também as autoridades
Que cumpriram bem a missão
De levar arte aos povos
Do menestrel ao homem do sertão
A prefeita Fátima Rosado
A vice Ruth Ciarline, e então
Ao professor Francisco Carlos
E a Clezia Barreto, em gestão
Pois a cultura de Mossoró
É conhecida no mundo, nas rádios e televisão.
Agora vamos falar
De quem tava bem perto, de dentro
Para coreografar Hycaroo Mendonça
Simplicidade com seu talento,
E no desenho das luzes que brilham
Junior Felix sem grande aumento
Com arranjos bem arranjados
Marco França eu argumento
Se for falar de todos da equipe
Confesso tem que ter tempo.
Os cenários são de João Marcelino
Detalhes que o povo atenta
Na árvore que abre e fecha
E também na carrocinha cinzenta
O figurino nem se fala
Ou melhor, é só o que o povo comenta
Nas mãos de fada, de anjo e tear sagrado
Marcos Leonardo ele não só reina ele arrebenta
Se o mundo inteiro quiser vestir bem
Seria ele estilista da vida de quem não se sustenta
O rosto de transformava
Quando ele fazia, ousava pintar
Romário é nosso personal hair e make up
Com maquiagem espetacular
No engenheiro de som
Eduardo Pinheiro a brilhar
Wilberte Amaral em suas imagens
Era mesmo de arrazar
De Gilca ninguém consegue esquecer
Do que precisasse ela estava lá
E pra finalizar essa equipe
A coordenação geral de Clézia Barreto que é rocha
Aos estúdios que nos auxiliaram
Com seus microfones, abriram as portas
Ao Megafone Stúdio
E ao Sonora music digo-lhes agora
Obrigado por ter nos assistido
Sem orgulho e sem demoras
O chuva de bala 2011
Esse já entrou pras grandes histórias
Agora tenho muito pra falar
Do prefeito Aécio Candido
Que veio nos alegrar
Com sua sabedoria e destreza
Com ele pra acompanhar
Jeyson Leonardo o Lampião
Cabra macho pra danar
Com Cícero de coronel Antonio Gurgel
Esse trio é de arrazar
Renilson como padre Mota
E Fabio Torres como tenente Laurentino formando um par
De cabras valentes e resistentes
Que não tem em outro lugar.
Falar de jararaca
É coisa meio danada
Danilo de Souza deu show a parte
De cabra de cara abusada
Ligia mulher valente e forte
Foi colchete sem ter piada
Higor Fortunato como Sabino Gomes
Massilon era Damásio da costa, bom de estrada
Essa feita por gatinho
Madson Ney meu camarada.
As viúvas de todos os tempos
E sem duvidas com brilho e esplendor
Tony Silva com seu talento
Luciana Duarte com seu fervor
A maluca Jakelina Martinelli
Trio de grande valor
Dessas não posso esquecer
Pois bem sei qual o sabor
Dividi camarim com elas
Foi esplendido, sem amargor
Em cada gesto um sorriso
Em cada palavra de amor.
Aos resistentes
Gustavo Senna e Heverton Cândido
Hycaroo Mendonça e Josivan Leôncio
Leandro Neves e leonardo Saldanha
Marcelo Raposo e Madson Ney
Marcos Santos, Mikael Couto e Roney Andrade
Stelison Jaime e Willamy Carlos
A nossa bravura vos agradece
Vocês não estivem apenas presentes
A vocês o publico agradece
Seja no baile ou na batalha
É orgulho pra quem não esquece
Ser resistente do povo de Mossoró
Parabéns o publico vos reconhece.
Aos cangaceiros cabras valentes
Américo Oliveira e Douglas Rafael
Edson Saraiva e Elzimario Macário
Everton Dantas e George Wagner
Gledson Lopes e Luciano Almeida
Maycon Fernandes e Paulo Lima
Sandbergson Bruno, Tiago Bento e Sadraque Tavares
O nosso muito obrigado também
Que mostraram pra nossa gente
O valor que a gente tem
Não só porque recuaram mas porque viram a bravura
Que nosso lema contém
Sempre resistir à luta sempre o mal corre do bem
Mossoró terra valente, mais que nós não tem ninguém.
E pras mulheres que muito nos alegram
Adriana Castro e Ana Clara Amaral
Bárbara Filgueira e Danielle Araújo
Débora Carioca e Flavia Maiara
Jéssica Danielle e Karla Nayanne
Layana Castro e Letícia Neo
Mônica Danuta e Neuma Almeida
Renata Soraya e Riane Soares
Roberta Schumara e Rosy Fernandes
Samantha Couto e Tamisa Vieira
O nosso obrigado de coração
Que a todas com sua beleza
Mostraram raça e união
Não correram da batalha
E não entregaram fácil não
Lutaram por seus maridos e filhos
Contra o bando de Lampião
E sempre deixando o ódio de lado
Pra resolver com o coração.
Também não posso esquecer
O meu público menor
Que de alegria tem de sobra
Não se faz fraco pro maior
As criancinhas do PET ( Auto de São Manoel)
Que o nome não se de cor
Mas mostraram pra toda gente
Que criança de Mossoró
Estuda , brinca e atua
E não dá ponto sem nó
Não posso também esquecer
Aqueles que fizeram o filme espetacular
João Marcelino na direção e Denílson Tavares
Cinegrafista sem par
Junto com Ronildo Medeiros
Nas belas imagens de arrazar
Com a trilha sonora de Marco França
E Ronildo de novo para operar
A grua, junto a Júnior Brecha e Emanuel Castro
Os produtores de forma bem singular.
Na assistência das câmeras
Antonio Henrique e Giovane Maia estão
Juntos a Júlio César
Na edição e finalização
Jerfferson Emanuel como operador de áudio
E o canal 2 de produção
Trazendo pro palco em forma viva
O cenário do sertão
Com o filme que representa
Uma “estrepolia” do cangaceiro Lampião.
E aqueles que ficam nos bastidores
Que é o povo da produção
Arilda Filgueira, Floriza Azevedo e Riomar Mendes
Não pode faltar sem razão
Gastando e gastando o que é preciso
Nas compras com um bom tustão
Trazendo o necessário
Pro trabalho do povo em ação
Com compras e compras e compras
Pro povo do barracão.
Ser amigo e ser beleza então
O nome dele é jorge ou Dododgy
Que sempre no chuva me viu como irmão
Mas sei também de um povo
Que é contra mas preste atenção
Não são do contra porque são maus
São os contra-regras de plantão
Julio Ricardo e Ruan Jefferson
Digo com precisão
César santos e Thiago Medeiros
Nem sempre de prontidão (risos)
Levando bronca de Gilca
Mas tratava cada como irmão
No núcleo do ateliê
Antonia Gomes e Flavia de lima
As camareiras Arilda e Fátima Alves
A dupla que bem se combina
Edgley Feitosa e willamy Carlos
Aderecistas que arte ensina
Ela também faz parte e é Casaforte
A grandiosa Regina
Com Inês Pereira modelista
A turma ainda não se termina
Fátima Oliveira e Marlidia Izidório
Quem costura com linha e agulha na mão
Também Maria Ioneide Soares
Costureiras de plantão
Josenildo Rocha e Alberto mendes
Ferreiros de talento em ação
Valdeilton Ferreira eletricista e César Santos motorista
Não posso esquecer de ninguém não
Kelly Tandrianny, Roberto Germano e Jackson Alves
Da cidadela a organização.
Bom gente, eu já falei demais
Acho que não esqueci de ninguém em particular
Termino falando em três cabras
Que em meu coração vou guardar
O chuva de bala 2011
Na história de Mossoró ficará
No brilho no começo e na beleza do fim
Antonios sem par em par
Romero Oliveira e Leonardo Wagner
Quem agradece é Erismar
Esse que aqui vos fala
Com muita maestria e emoção
Participar desse espetáculo
Foi muito mais que sensação
Da alma do corpo e da mente
Acelerando o coração
Que hoje pulsa feliz
Por pura real agitação
Obrigado papai ( mamãe) do céu
Amém . Sua Bênção