Texto: câmeras...
Se o essencial é invisível aos olhos, o que poderá “ver” um olho mecânico, que tudo registra, fotografa, mas não pensa. (raciocina)? Como instrumento colaborador para a segurança, as câmeras espalhadas em pontos estratégicos são situacionalmente insatisfatórias no sentido amplo da necessidade de ajudar a população.
Um registro de imprudência no trânsito, o semblante de um maléfico assaltante, ou até mesmo uma simples identificação de quem entra ou sai de um condomínio são poucos dos muitos benefícios alcançados pelos que fazem uso das câmeras de segurança, porém as mesmas restringem circunstancialmente a privacidade de inúmeros cidadãos, condicionando-os a viverem regrados a não usufruírem o direito de ir e vir da maneira como precisam e desejam.
Mesmo assim, é sabido que esse instrumento é necessário porém não acessível a toda população; fazendo com que muitos precisem enxergar e registrar fatos horrendos com a câmera da verdade vivenciados cotidianamente, a qual tudo vê, mas pouco pode fazer num país onde a justiça e as falhas imperam e a segurança pública é acompanhada do prefixo IN- transformando nossa existência num verdadeiro caos de INSEGURANÇA
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